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08/12/10

As Espadas de um Samurai


"Um Samurai honra as suas Espadas e as suas Espadas honram-no" - Hiro Atasaki (Em Desenvolvimento)

18/01/08

Sobre o Regresso ao Mar


Regressar ao Mar e reaprender nesta evolução constante.

Após algum tempo fora de água durante o mês de Dezembro regressei em Janeiro ao Mar. Para mim a noção de regressar ao mar tem dois significados totalmente distintos, mas que acabam por estar intimamente ligados. Se por um lado o facto de não poder correr ondas durante 3 semanas me fez sentir falta de Mar e água salgada, por outro lado relembrou-me uma ideia que tive há uns anos atrás e que inconscientemente sempre me guiou até me aperceber da sua existência.

A espécie humana (tal como toda a vida na Terra) segundo os cientistas provém do Mar. Provém de um organismo aquático que ao evoluir começou a passar cada vez mais tempo em terra seca até que por fim abandonou por completo (ou quase por completo) o meio líquido de onde teve origem. A meio do processo, ou em fase de "retrocesso/regresso", estão os mamiferos marinhos como as focas, golfinhos e baleias, os quais tal como nós humanos também surfam, e sem dúvida da forma mais pura que existe. Dei por mim a pensar que em todo o processo evolutivo, nós humanos, enquanto espécie perdemos (ou nunca tivemos) um objectivo geral, consciente e comum que nos conduzisse (talvez no tempo das cavernas fosse a sobrevivência e hoje em dia seja o consumismo que move a grande parte dos humanos "civilizados") e que a nossa evolução foi, e é, acima de tudo ditada por factores exteriores (acima de tudo ambientais e climáticos) à nossa consciência e vontade individual, quer como pessoas quer como espécie. A evolução humana nunca foi uma opção, mas sim uma consequência de vários factores externos que condicionaram e moldaram aquilo que somos hoje.

Neste contexto a opção humana de voltar ao Mar enquanto espécie e tornar-se um mamifero marinho seria um objectivo e um propósito a ser seguido pelas gerações que a isso se dedicassem. Não me parece impossível que, se o ser humano passar voluntáriamente mais tempo dentro de água, aumentando gradualmente a sua adaptação ao meio aquático de geração em geração, dentro de várias décadas ou séculos passariamos a estar cada vez mais ambientados e fisicamente adaptados a viver dentro de água. Com uma adaptação completa o Homem passaria a viver tal como os golfinhos, focas e baleias dentro de àgua.

Surfar seria assim um acto fisicamente inverso ao actual pois em vez de deixarmos terra firme para entrar em contacto com as Ondas, deixariamos temporáriamente, durante uns breves momentos, de estar submersos para vir à superfície, não para respirar, mas sim para correr ondas e apenas surfar...

28/09/07

Sobre Ondas e Amizades

Não é o simples facto de surfar que nos torna amigo de alguém, mas sim a sintonia com que olhamos para as ondas... ( em desenvolvimento)

19/07/07

Sobre o Antigamente




Agradeço ao L. por estas fotos, não pela qualidade mas pelo que significam.

Muitas vezes se ouve dizer "Antigamente é que era bom...".
Não sou demasiado saudosista, talvez seja apenas um pouco nostálgico, mas em termos de surfar tenho que concordar com esta frase.

As fotos acima são de um dia em que surfei sozinho com um amigo, que ainda ficou um bom bocado a fotografar o que me deixou num paraiso privado por quase uma hora. Lembro-me que esse dia foi em 1999 e foi uma das primeiras surfadas que fiz após estar uns tempos valentes numa terra distante.

Gostava que as novas gerações pudessem igualmente sentir o prazer de surfar uma onda sem que isso fosse um exercício de disputa. Neste processo marco o ano de 2000 como o início de toda uma dinâmica negativa de aumento de crowd. Após esta data voltei a estar bastante tempo fora...cada vez que voltava a coisa estava pior e o mau ambiente na àgua era cada vez mais uma constante. Era como observar algo a degradar-se rapidamente pelas mãos de uns quantos que viram no surfar uma forma de se promoverem e de tentar ganhar alguns tostões. Que tristes, nem se deram contam do que destruiram...

21/06/07

Sobre o Verão

Hoje começa o Verão...é a altura ideal para viajar para o Hemisfério Sul onde começa o Inverno. Nunca achei muita graça ao Verão português...

04/05/07

Sobre o Localismo - Parte I


Ser local é muito mais do que viver na praia...Foto: Pedro Ferro

O localismo é essencialmente um reflexo do excesso de exposição mediática de uma onda
ou zona, sendo nesta perspectiva ainda uma tentativa de evitar a invasão pelo crowd dessa mesma onda ou zona. Numa outra perspectiva será um acto irracional, violento e totalmente reprovável por parte de um grupo de residentes contra todos os forasteiros. Cada um terá a sua ideia acerca deste fenómeno.

Pessoalmente penso que local é aquele que vivendo ou surfando regularmente uma determinada onda se sente como pertencente a esse lugar, se sente com a responsabilidade de defender aquele espaço, que por ser de todos também é seu. Este direito ou legitimidade vem-lhe do facto de um local ser aquele que nos dias de chuva, de vento, de mar torto ou de faltada está sempre presente e não quem apenas aparece com ar triunfante nos dias clássicos de off-shore. Um local sente o espaço onde surfa como seu e sente igualmente que tem o dever de o preservar contra qualquer situação que de alguma forma possa por em causa toda a involvente fisica e espiritual que circunda as ondas. Um local têm preocupações urbanísticas, ecológicas, ambientais e sociais relacionadas com o lugar onde vive e surfa. É exactamente esta constante presença e sentido de pertença que faz de alguém local, mais do que propriamente o seu elevado, ou não, nivel técnico ao correr uma vaga de mar.

Local é por fim aquele que viajando sabe respeitar os outros locais, adquirindo uma postura não competitiva dentro de água, é aquele que sabe respeitar os outros que nessa zona são locais e que consegue entender que não é correcto disputar ondas nem armar-se em galifão. Local é ainda aquele que rejeita que as ondas que surfa sejam divulgadas nos diversos media e que convida a ir embora aqueles que não sabem respeitar esta opção.

Para acabar local é quem se impõe pela presença constante e pela determinação com que acarinha aquele pedaço de mar que sente como seu e no qual o sal do seu suor se mistura com o sal do mar e das ondas. Nesta perspectiva também eu serei local do lugar onde moro e das ondas nas quais ao longo dos vários anos tenho sido presença constante, ondas essas que fazem irremediável parte da minha vida. Muito mais, de positivo e negativo, haveria para dizer sobre o localismo...

17/03/07

Sobre a Divulgação de Ondas Desconhecidas - Parte I

Dedicado a ti desconhecido que sabes guardar em segredo as ondas que encontrares...

Num mar cada vez mais sobrelotado
a preservação algumas ondas desconhecidas é um acto de consciência que nos permite encontrar um ocasional refúgio que se pode partilhar com aqueles com quem realmente gostamos de surfar.

A importância dos chamados "secrets" é cada vez maior para todos os que buscam no surfar um prazer supremo e único, cabendo-lhes por isso a, quase, obrigação de os proteger. Não me refiro à prática constante de um localismo violento e agressivo, mas acima de tudo a uma acção constante e dissuadora que de uma forma efectiva impeça esta divulgação. É realmente triste termos que conviver com pessoas, que estando no mar, têm a constante preocupção em mostrar as suas conquistas e descobertas de modo a poderem ser reconhecidas públicamente. Uma onda não é à partida propriedade privada de ninguém, mas será certo que quem a frequenta regularmente ou vive numa determinada zona deva ver respeitada a sua opção em não divulgar essas mesmas ondas. Esta é uma situação que todos nós devemos respeitar, principalmente no que diz respeito aos "surf media". Ben Severson, um dos pioneiros do Bodyboard e um dos primeiros a surfar Teahupo, hoje afirma que essa foi a última vez que levou um fotografo para surfar uma onda desconhecida.

Agradeço a todos os que ainda mantêm desconhecidas as ondas que surfam e também a todos os outros que sabem respeitar esta opção. A todos os que em posse de um segredo resistem à tentação do divulgar ao mundo. Uma onda é algo que se partilha com alguém que respeitamos e que nos respeita e não uma vulgar coca-cola que se serve num vulgar restaurante de comida rápida barata a todos os que aparecem. Tenho profunda pena de quem não consegue entender este conceito, pois revela a limitação da sua visão das ondas.

Agradeco-te a ti desconhecido por saberes respeitar esta opção e sê sempre bem-vindo...

12/02/07

Sobre as Ondas no Feminino


Ilustração digital sobre foto de Monica Bellucci. Penso que não surfa, e não tenho a certeza que goste de mar, mas é linda...como uma onda.
Ilustração: Homem do Mar


Uma namorada que surfásse fazia parte do meu imaginário de adolescente.
Hoje em dia continuo a admirar as mulheres que vão ao mar. Sei que nem todos os homens pensam assim, mas para mim a presença feminina na água é algo que tráz uma nova côr a um ambiente já de si extremamente belo. Deixo este espaço aberto para todas as mulheres que veêm no mar e nas ondas uma fonte de inspiração e que queiram contribuir de forma especial neste blog.

Senhoras deixem aqui o vosso ponto de vista...

08/01/07

Sobre as minhas Inspirações

O meio envolvente como influência constante.

O Mar, as ondas perfeitas e os temporais; os raios de sol, no nascer e no final do dia, naquelas duas paisagens mágicas; a Natureza em bruto, as formas rústicas e naturais em que a intervenção humana se dilúi, quase sem marcar presença.

Todas as surfadas em que ninguém quis aparecer e aquelas em que apenas apareceram as pessoas certas.

As experiências mágicas vivida entre 1999 e 2004, em que apesar das limitações tudo fazia mais sentido.

Os amigos que fiz no Mar e todas as viagens com ondas em mente.

Quem me acompanha, hoje e no passado, sabendo entender esta necessidade de ir ao mar...

Toda a Arte que me afasta da realidade e que me faz sonhar com mundos impossiveis.

Os Estatutos Ideológicos da "Companhia de Corredores de Vagas de Mar"- Ass. Ecológica de Surf Livre, a publicar neste Blog brevemente.

O livro "Tao Te King" (O Livro da Via e da Virtude) de Lao Tze por tudo o que lá está escrito

As músicas de Cat Stevens pelas mensagens de sabedoria.

O livro "Assim Falava Zaratustra" de Nietsche pelo sentido de superação pessoal.

O Livro "No Principio Estava o Mar" de Gonçalo Cadilhe pela nostalgia e pureza de espírito.